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felipe

Hoje tive o imenso prazer de participar de uma ação voluntária com moradores de rua, com o grupo Tão pouco… tão muito!, que se reúne para levar comida, roupas e outras doações para quem necessita. Já tinha conhecimento de várias ações assim, mas nunca havia participado e sentido na pele.

Agradeço a oportunidade de ajudar algumas pessoas a terem pelo menos um café da manha, que para nós pode não ser nada, mas para eles vale muito.

Vi que além do que terem o que comer, o mais importante é um pouco de atenção, um aperto de mão, um abraço, um pouco de afeto. Ver um sorriso pelo simples fato de alguém perguntar seu nome, pelo simples gesto de apertar sua mão. Quero agradecer o imenso prazer que tive em conhecer cada pessoa hoje, e dizer que não fui eu que os ajudei, e sim eles que me ajudaram e muito. Me ajudaram a repensar em minhas atitudes, a não reclamar por nada, a ver a vida com outros olhos. É incrível ver que pessoas que não tem quase nada, as vezes apenas um papelão e um cobertor velho, terem alegria de sobra em seus corações, serem felizes. Pessoas que perderam tudo e mesmo assim agradecem a Deus a cada dia que passa, pessoas que podem ter quase nada, mas se preocupam com o próximo, pessoas que dividem o pouco que tem, pessoas que a família rejeitou, mas fizeram dos seus companheiros de rua sua família, e cuidam deles como tal.

Poderia ficar horas escrevendo cada aprendizado que tive hoje, mas o que eu quero deixar aqui, é para você que tem a oportunidade de ajudar, ajude! Não só com doações, mas com um pouco de atenção, carinho, porque para eles isso vale mais que uma refeição. E, por favor, não julguem ninguém por estar nessas situações, não menospreze quem mora na rua, não os trate com indiferença, pois todos somos iguais!

Conheça mais um pouco do trabalho do grupo Tão pouco… tão muito! e ajude, sinta na pele essa realidade, e ajude mesmo com pouco, mas verá que o aprendizado será maior e mais valioso que qualquer coisa!

Quero dar os parabéns ao grupo Tão pouco… tão muito! que realiza essa trabalho maravilhoso e a Teresa Tamai e Alessandra Tamai que ajudam esse projeto, e por elas tive a oportunidade de hoje conhecer e fazer parte dessa ação maravilhosa.

OBRIGADO!!!

Felipe Lima
Julho/2016

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Sabe que vale muito a pena participar de uma iniciativa tão importante como esta: Tão pouco… tão muito!

Eu participei no mês de junho, e escolhi me engajar por atender moradores da região onde moro e trabalho e ali eu descobri o quanto eu tenho muito. Fui levar lanche para um rapaz que mora na frente do nosso prédio – Sinsesp SP, me apresentei, comentei com ele quem eu era, o que fazia ali e ele disse: sim, eu fico aqui e eu tomo conta deste lugar para você.

Só naquele dia eu soube seu nome: Gilberto. Emocionei demais com esta ação e descobri que podemos fazer muito com tão pouco do tempo, tão pouco de dinheiro, para muita gente que não tem onde morar.

Participe!

Isabel Cristina Baptista
julho/2016

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declara-2A poda é periódica e necessária, tem por objetivo aumentar a produção e a produtividade de uma planta com a eliminação de galhos ou ramos mortos, secos, ou que apresentem má formação, fazendo que a energia vital da planta não seja desperdiçada e permitindo um melhor desenvolvimento do vegetal.

Com os seres humanos ocorre o mesmo – em maior ou menor intensidade, de uma forma ou de outra, é escolhida a época e a poda mais adequada para cada um de nós.

Comigo, depois de adulto, já foram duas que eu me recordo. Doloridas, perigosas, mas Graças a Deus, muito frutíferas.

Em 1998, quando eu tinha 33 anos, entristeci e entrei em depressão repentinamente sem motivo aparente e aviso prévio que eu tenha notado. Já casado, com a Patricia – mulher que amo – e com dois filhos pequenos e maravilhosos, Marcela com menos de 3 anos e Bruno com menos de 2 anos, fiquei sem esperanças, sem perspectivas, nada mais fazia sentido, a vida sem beleza e graça, me sentindo inútil e – profundamente triste. Emagreci e me isolei, zumbi no trabalho e ausente em casa.

Superada esta fase, muita coisa positiva e boa aconteceu, mas…em 2014, com 50 anos…

Estava sendo atropelado por acontecimentos e por tantas noticias e coisas ruins que nos cercam no dia-a-dia, pela disputa de poder e ego dos meus colegas de trabalho, pela intolerância, individualismo, falta de respeito, pelo e se, e se…, por olhar para trás e pensar o quê eu havia feito de útil na vida e o quê eu faria e seria no futuro?, falta de perspectiva, falta de autoestima, sem saída!

Uma espiral onde os pensamentos não paravam. Pior, aceleravam! Coisas simples se tornaram extremamente difíceis, os pensamentos se embaralharam, dificuldade para concatenar ideias, se concentrar, não conseguia ler direito, raciocinar, sentia medo, insegurança e tristeza novamente.

Num primeiro momento tentei resolver a situação por conta própria, afinal, já havia passado por algo semelhante. Só que eu estava perdendo o jogo!

Desta vez não demorou muito para perceber este fato, talvez uns três meses, e resolvi expor os meus sentimentos para a minha esposa e filhos, para que tudo ficasse claro e como forma de obter ajuda.

Do sucesso obtido em 1999, resolvi procurar novamente a terapia alternativa. Só que a terapeuta – Mary – já não estava em São Paulo e não consegui pessoa que fizesse este tipo de trabalho. Acabei sendo orientado a procurar um acupunturista e fiz tratamento com as agulhas por alguns meses e… nada!

Com o agravamento acabei procurando psiquiatra, comecei a tomar remédio e fazer terapia. O mais efetivo para aquele momento foi mesmo o remédio, a fé e a providência Divina!

O remédio começou a surtir efeito e fui desacelerando e criando forças e recursos que já havia perdido – ajudou a dar o primeiro grande movimento.

A providência Divina… – realmente não estamos sozinhos nunca! O Anjinho da Guarda foi experto, hábil e oportuno!

Em uma festa de família conhecemos pessoalmente a Mônica, que a minha esposa presta serviços virtualmente. Empatia desde o primeiro olhar, conversamos muito, mas em seguida tomamos rumos diferentes na festa. Até que do nada, a Mônica foi conversar com a Patricia. E conversaram, conversaram e conversaram – mulher fala um monte mesmo! No caminho de volta pra casa a curiosidade gritou e eu perguntei o que elas tanto fofocavam: era sobre o Walter – profissional de PNL – programação neuro linguística e que rapidamente havia tratado e resolvido alguns casos que atrapalhavam a Mônica.

Comecei a ser atendido pelo Walter e com a técnica da PNL fui limpando os problemas, as atitudes e os padrões comportamentais negativos, tomando conhecimento e consciência de tudo que estava me cercando e “instalando” padrões positivos no meu subconsciente. Foi ficando cada vez mais claro que precisa fazer algo, um projeto – a caridade, o voluntariado!

O bem conspira para o bem e no momento em que percebi esta vocação e resolvi que o quê aparecia ser meu desejo era na verdade a minha vontade, as oportunidades começaram a aparecer. E o movimento foi crescendo a princípio devagar, mas como uma espiral, só que agora, positiva!

Foi assim que um colega de trabalho – o Anderson – me falou do trabalho da Nossa ONG e da Nina. Resolvemos entregar pra Nina alguns brinquedos para o dia das crianças de 2015. Também foi empatia de cara e fomos convidados a participar dos preparativos e da festa do dia das crianças para o Cantinho da Tia Lourdes e Casa Victor Adriano.

E do nada pipocou no face o Entrega por SP e aconteceu nossa primeira participação em atividades com moradores de rua.

Outros eventos foram se sucedendo e a minha participação e da Patricia foi acontecendo em colaboração com outros movimentos.

Agora nós criamos o “Tão pouco. ..tão muito!“, projeto próprio em que colocamos muita fé!

Com todos estas atividades percebi que era isso que eu sentia falta!

A certeza que felizmente tem muita, mas muita gente fazendo o bem e se solidarizando com quem precisa de apoio e carinho. Pessoas que fazem o serviço como voluntários, sem disputa de poder, sem egocentrismo, com humildade, respeito, apenas para fazer o bem e tratar humanos com humanidade!

Aprendi que precisamos divulgar o bem como forma de expandir o amor ao próximo, para salvar pessoas, contagiar e convidar todos para participarem de um mundo mais fraterno!

Mostrando o quanto é gratificante, empolgante, fazer a diferença com ações voluntárias!

A certeza que fazer, divulgar e promover o bem é uma das causas mais nobres que existe!

“Somos todos iguais”

“O amor é Eterno”

“Gentileza gera gentileza”

“Quando fazemos o bem não o fazemos sozinhos, existem alavancas de luz nos impulsionando sem que saibamos”

“Tão pouco…tão muito!”

Alberto del Nero Millan

 

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Quem me conhece bem sabe que eu não gosto de escrever… Eu não sei escrever bonito, ou com palavras mais formais e em geral a minha forma de escrever sempre foi como se estivesse conversando com alguém…
 Mas, desde o feriado passado venho querendo escrever sobre a nossa subida pra Região Serrana mais ou menos 1 semana depois das chuvas que causaram tantas mortes, tantas perdas…

Sempre acredito que cada escalador tem um local que é a sua ” menina dos olhos “, é aquela montanha que ele mais gosta de ir, é aquela via que ele mais repete, ou uma cidade onde as escaladas mais o atraem, enfim, cada pessoa tem as suas preferências e a minha menina dos olhos sempre foi Taquaril.

De 3 ou 4 anos pra cá conheci e comecei a ir pra Taquaril porque adoro a energia do Abrigo do Elefante, adoro ficar horas de papo com a Ana e o Ralf, adoro estar num lugar que tem todos os tipos de escaladas, desde vias fáceis, dificeis, vias enormes, big wall, falésias, boulders, enfim, um lugar que agrada todo mundo.

Quando as chuvas aconteceram na semana anterior, nas listas de escalada as pessoas acabaram combinando com amigos e outros montanhistas todos os tipos de ajuda… Teresópolis, Salinas e Lumiar estavam recebendo a atenção e carinho de vários escaladores e na mesma hora eu pensava o que eu podia fazer pra ajudar. Falando com a Ana no telefone, achamos que o melhor seria a gente ir de carro andando pelas cidades vizinhas e vendo o que era necessario em cada lugar…

E parece que quando a gente quer fazer uma coisa assim, as coisas vão se encaixando… eu saria de casa às 10 da manhã no feriado do dia 20, iria para a casa da minha mãe buscar meu carro e de la iria comprar toalhas e roupas 
de cama pra levar. Quando cheguei no prédio da minha mãe, vi pilhas e pilhas de doações… Na mesma hora me veio a luz.. vou pedir pra eles me deixarem levar o maximo que eu conseguir levar dali, e guardo o dinheiro que tinha para outras coisas que depois soubéssemos que era mais / muito necessário. 
E assim foi, Sub-síndica, Beth, na hora que soube que eu era montanhista me autorizou levar as coisas do condomínio, me ajudou a carregar o carro e parti com ele lotado de água, comida, roupas, material de limpeza e etc..

Levei 3 horas de viagem numa viagem que não leva mais de 1h:30, de tanto engarrafamento de gente com carros e caminhoes lotados de doação… só chegamos la por volta das 14 horas e nem bem chegamos, deixamos nossas coisas no abrigo e partimos com tudo em 2 carros – eu, Rosane e Gerardo em um e Ana, Ralf e Cleanto no outro. Dali como o Ralf, Cleanto e Gerardo no dia anterior ja tinham ido a Areal, resolvemos ir além, e acabamos viajando até poço fundo, que pra quem não conhece, fica a mais ou menos 1h:30 do abrigo… enquanto íamos dirigindo, passávamos por estradas e cidades acabadas… mas continuamos pois sabíamos que em Poço Fundo é que não tinha mais estrada. La perto, ja começamos a parar nas casas que tinham à beira do rio, e cada casa que parávamos as pessoas vinham conversar, falar o que aconteceu, dizer o que precisavam e assim fomos entregando as coisas… O mais incrível é que uma pessoa que pedia vela, só aceitava e queria vela, se você oferecesse roupa ou comida, ela não queria, falava que ja tinha recebido e que só queria a vela… acho que as pessoas tinham medo de pegar uma coisa que não precisavam com mais urgência e deixar alguém que precisasse sem… Foi o tempo todo assim…

No ponto em que a estrada tinha sido praticamente destruida, estacionamos o carro, enchemos as nossas mochilas cargueiras com um pouco de cada coisa e fomos andando nas casas que encontrávamos, entregando o que podíamos… muitos deles queriam leite e comida de bebê, fraldas e protudos de limpeza… ninguém queria roupa…
Depois, uma moça que perdeu a casa nos falou: “Se não temos nem pra onde ir, onde vamos guardar tanta roupa???” E é verdade… talvez as roupas sejam pra uma etapa futura, quando aquelas pessoas voltarem a ter suas casas e voltarem a reconstruir suas vidas…

Quando chegamos à última casa daquele lado da estrada começamos a voltar, e de lá partimos de novo com os carros, voltando pra Taquaril e parando nas casas que na ida tínhamos passado direto… Em Águas Claras paramos em duas igrejas pra doar as roupas mas eles também não estavam precisando, ficaram apenas com água e comida…

Numa das casas que tinham ficado intactas, paramos e começamos a conversar com uma família, acho que ficamos la por mais de 40 minutos ouvindo eles contarem desde a hora que a chuva começou.

Nesta casa uma das senhoras pediu pra gente apenas sabonete pra tomar um banho de verdade – fizemos uma sacola com produtos de limpeza e higiene pessoais pra ela e a familia… Ela chorava, abraçava a gente e falava que tinha sido Deus que tinha colocado a gente ali… Você ouvir isso por estar dando um sabonete, uma pasta de dente… é de cortar o coração…

Depois outra, antes da gente ir embora perguntou meu nome, eu falei, ai ela disse: “Olha, Adriana, vou rezar pra você o resto da minha vida “… sabe o que é você ouvir isso, quando você acha que o que ta fazendo é tão pouco perto do 
tanto que aquelas pessoas vão precisar… elas precisam de conversa, de alguém pra ouvir, de carinho e muito mais do que tudo que for material…. e fizeram a gente prometer que vai voltar algum dia pra tomar um café… pode ter certeza que eu vou voltar la pra tomar um café…

E assim fomos embora, ja noite na estrada, mudos e calados por um bom tempo, como se todas aquelas coisas do dia fizessem a gente nao parar de pensar em quanto tantas pessoas ainda podem fazer…

E agora???????? Agora é esperar pela etapa 2 que pode ser material de construção, ou pela etapa 3 que podem ser utensílios domésticos, e pela 4, quem sabe serão as roupas dessa vez… mas com certeza, ainda tem muito
o que se fazer…

Adriana Mello.

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De manhã, em uma de nossas ações, oferecemos um sanduíche a um senhor muito humilde que se aproximava. Ele nos olhou, surpreso, sem entender direito o que acontecia.

Ao ver que continuávamos com a oferta, expressou a sua preocupação: “E vocês? Vão ficar sem o que comer?”

Só depois que dissemos que já havíamos nos alimentado é que ele aceitou a oferta, agradecido.

Educação, respeito, solidariedade e compaixão – muito mais presente nas ruas do que se pode imaginar!

Alberto Millan e Patricia Millan

Maio/2016

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No dia seguinte à primeira ação que participei com o Entrega por SP, comecei a ver as pessoas de outra forma. Resolvi abordar um morador de rua que sempre esteve na minha própria rua, perguntando seu nome e se precisava de alguma coisa. Eu ainda tinha roupas no carro, que sobraram da Entrega. Trouxe para ele, que ficou muito agradecido.

Passado mais de um mês, estava eu descendo a rua quando escuto um “Oi, dona Patricia, tudo bem?” E era o Marcos! Esse é o seu nome! Foi uma única vez que me apresentei a ele e depois de tanto tempo, ele se lembrava do meu nome! Isso me emocionou demais!

Como um simples gesto pode fazer diferença na vida de uma pessoa! Ele contou que nem mesmo o próprio irmão dá bom dia a ele!

Apresentei meu marido, meu filho, e conversamos sempre, desse dia em diante. Agora, faz tempo que não o vejo por aqui! Rezo para que esteja bem e que tenha seguido um bom caminho!

Patricia Millan – abril/2016

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Numa entrega noturna abordamos um morador de rua, usuário de crack.

Estava com fome, então demos um lanche pra ele.

Perguntamos do que ele estava precisando e ele disse roupas.

Fomos caminhando para o carro, a umas quatro quadras dali, onde estavam as roupas e ele foi nos contando das suas experiências e que era usuário há dois anos.

Aparentemente estava sóbrio e não demonstrava qualquer alteração devido ao uso de drogas.

Depois da entrega das roupas, sentamos no chão e ficamos conversando…

Depois de um tempo, ele me fala: “ganhei meu dia, você é a prova viva que Deus existe”.

Emocionado, segurei nas mãos dele e respondi: você que é a prova viva que Deus existe.

Tão pouco…tão muito!

Alberto Millan

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Estava eu indo pra aula agora a noite.

Apressada e tal…

Vejo um senhor dormindo todo encolhido no passeio.

Na hora meu coração apertou é lembrei do cachecol que estava na mochila, por causa do frio.

Logo veio uma intuição pra logo dar pra ele, mas não dei.

Minha consciência e pensei e meu único cachecol.

Bom, na volta vejo uma senhora também deitada no passeio e, meu coração, …não aguentei

Abri a mochila e coloquei o do lado dela.

Ela dormindo nem percebeu.

Fui saindo.

E olhando para trás já com lágrimas nós olhos pensei.

Como tinha sido egoísta em pensar só em mim, quando vi o senhor e não o dei o cachecol.

Mas agora com o coração aliviado.

Que possamos, meu DEUS, pensar mais no próximo.

Ter mais compaixão com aqueles que não tem nada.

Que possamos agradecer o MUITO QUE TEMOS.

Olhe por eles neste FRIO.

Liria Cruz,
28/04/2016

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